sexta-feira, novembro 25, 2005

E agora que te tinha deixado ir, descobria em mim uma coisa que não pensei existir: o desespero. Escorreguei pela porta por onde saíras minutos atrás e deixei-me ficar. Posição fetal. Chão frio. Lágrimas infinitas. Horas depois, atendi um telefonema do serviço: hoje não posso ir e amanhã logo se vê. A minha mãe sofria por ver-me assim. O meu cão deitado aos meus pés - fidelíssimo como só os cães podem ser. Comecei a gostar de estar assim: vegetal. A cabeça deixou-se consumir por talk shows disparatados que ocupavam as tardes da tv e voltei à vida. Lentamente. Fiz uma viagem sem destino por alguns sítios de Espanha. Encontrei pessoas. Reencontrei-me e percebi que não tinhas que ser tu a preencher os meus dias. Eu conseguia fazê-lo sozinho. Amores há muitos...

3 Comments:

Blogger PmA disse...

... mas com certeza bastante bem escondidos.
Muito bem compostinho, o texto.
;)

2:31 da tarde  
Blogger António disse...

Muito bem transmitido o estado de espírito.
Boa escrita.

Obrigado pela visita e pelas palavras que lá deixaste.
(depois, respondo com mais calma ao e-mail)

Beijinhos

2:36 da tarde  
Blogger António disse...

Obrigado pela visita à minha nuvem que circunda o Monte Olimpo.
Neste caso particular, não posso agradecer as tuas palavras, mas faço-o em relação ao teu sorriso.

Beijinhos

12:56 da tarde  

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